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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Para você, vó, todo o meu amor!


Hoje é aniversário da minha avó Antônia, minha avó tão querida e amada, minha 2ª mãe, figura tão importante em toda minha vida, desde o dia em que nasci até hoje.
 
São 82 anos de uma longa jornada, vivendo sempre entre altos e baixos.
 
Agora que ficou viúva a cabecinha dela piorou um pouco, o Alzheimer deu uma guinadinha e a depressão piorou. Mas, infelizmente já era esperado.
 
Vó, minha guerreira, nesse dia eu te desejo muita saúde e que você possa ainda encontrar motivos para ser feliz! Desejo que sua memória não piore e desejo (um desejo talvez egoísta, eu sei) que você nunca se esqueça de mim! E isso porque eu te amo demais! Por favor, por favor, nunca se esqueça de mim!
 
PS: a foto é do aniversário dela do ano passado, numa das últimas fotos que tiramos do meu avô ainda vivo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A primeira vez sem o meu avô

Cheguei hoje na casa dos meus pais. 
A primeira coisa que fiz ao chegar, como sempre, foi ir até a casa da minha avó lhe dar um abraço. Essa foi a primeira vez que voltei após a morte do meu avô, e preciso confessar que foi estranho. Num primeiro momento foi como se ele estivesse internado ou na hemodiálise... mas depois a sua ausência foi se tornando densa e verdadeira. Olhei suas coisas que ainda estão pela casa e peguei seu anel e um dos seus relógios para guardar de lembrança. A verdade é que eu aceitei sua morte desde o começo... sinto saudade, sim, do bom avô que ele foi, do homem com saúde e gosto pela vida! Mas é de certa forma um alívio entrar em seu quarto e não vê-lo pele e osso sofrendo na cama. Muitas pessoas simplesmente não entendem isso, acham que talvez eu seja uma pessoa fria ou isenta de amor por admitir que me sinto mais leve por saber que meu avô não sofre mais. Mas, é verdade, por que eu mentiria? A maturidade me ensinou a aceitar a vida como ela é, aceitar as despedidas e a morte! Desejar que alguém que amamos continue vivo, mesmo sofrendo, somente para não precisarmos nos despedir, é um ato egoísta. 

Não acredito em Deus e não sei se acredito em vida após a morte (estou mais do lado dos céticos nesse assunto!), mas tenho o coração tranquilo por ter sido uma boa neta enquanto meu avô vivia e padecia. Me arrependo de não ter passado mais tempo com ele quando ele ainda tinha saúde, e me arrependo também de nunca ter confessado para ele que eu também não acredito que os norte americanos chegaram à Lua e que também acho aquele vídeo antigo uma farsa (meu avô sempre disse isso e sempre riam da cara dele). Gostaria de poder voltar no tempo e dizer "Vô, você provavelmente esteve sempre certo!". Me arrependo de não ter me despedido direito dele da última vez que nos vemos e não ter dito que o amava. Mas nós nunca dissemos isso um para o outro, então, seria forçado. Mas eu sei que ele sabia que eu o amava. E eu não me despedi direito dele pois ele estava MUITO mal de saúde e fiquei com medo dele piorar e sofrer muito por saber que eu iria embora em poucas horas. Então só dei um beijo nele, disse para ele descansar e me despedi como se fosse vê-lo novamente em breve. Eu não sabia que aquela seria a última vez, apesar de imaginar que poderia. Mas ele estava tão ruim que nem sei se ele se deu conta do que aconteceu naquele nosso último encontro. Me arrependo de não ter viajado mais vezes para cá com a Paula, pois meu avô sempre adorou ela e viu ela somente em 2002 e depois em Maio desse ano, antes de morrer. 

Amanhã iremos no cemitério ver seu túmulo. Espero ser forte e não me emocionar tanto. Eu não gosto de chorar. Não gosto daquele vazio insuportável que a saudade causa. Não gosto! Geralmente me faço de forte e isso, de certa forma, me faz bem. Quando eu choro, é porque a coisa tá braba mesmo! E quantas vezes chorei de soluçar quando meu avô estava doente... quantas vezes...!

O Alzheimer da minha avó deu uma piorada no seu estado de humor após a morte do meu avô. A última que ela "inventou" é que meu avô foi enterrado vivo (!!!!). Ela ainda não me disse isso, mas minha mãe já me preparou. Ela anda contando isso para todo mundo! Acho que ela sonhou e realmente acredita nisso! Mas hoje ela não tocou no assunto e seu humor melhorou muito com a minha chegada. Minha avó tem um gênio difícil, mas sinto tanta pena dela! Espero de coração que ela esqueça isso do meu avô ter sido enterrado vivo, pois tenho certeza que isso está causando um sofrimento tremendo pra ela! Desde que começou a sofrer desse maldito Alzheimer que sua cabecinha cria estórias absurdas! É de dar pena!

No mais, a vida continua como sempre.
Minha mãe continua amorosa e atenciosa, e meu pai continua reclamão e perguntando se eu já escovei os dentes antes de dormir! 
Será que todos os pais fazem isso com os filhos a vida toda? Ou é só o meu? rs!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A nossa despedida

Vô, hoje faz exatamente 1 semana do nosso último "adeus". Quando fui te ver no dia 28 pela manhã, para me despedir antes de rumar para o aeroporto, não imaginava que seria a última vez.

Amanhã você faria 82 anos e completaria 2 anos de hemodiálise.
E quanta coisa mudou nesses 2 anos, não é? Eu sinto muito por tudo que você teve que passar. Sinto tanto! Só gostaria de dizer uma última vez o quanto te amei e o quanto gostaria de ter aliviado toda sua dor e sofrimento nesses 2 últimos anos da sua vida. Me perdoe se algum dia eu falhei como neta e como ser humano. Se falhei, juro, foi tentando acertar!

Obrigada por tudo!
Obrigada por ter sido um pai e um avô tão bom!

Nós amamos você. Para sempre.

Foto de Maio de 2002, comemorando as bodas de ouro.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Meu avô

Hoje de manhã recebi um telefonema da minha mãe.
"Seu avô faleceu", disse ela.
Contou que, logo cedo, meu pai foi até a casa dos meus avós para ver como eles estavam e encontrou meu avô quietinho na sua cadeira, como se estivesse dormindo. Quando percebeu que ele estava frio, ligou correndo para a emergência, mas ele já estava morto. Não sabemos ao certo a hora em que ele se foi, pois estava na sua cadeira desde a hora do seu banho, que era dado por uma técnica de enfermagem todas as manhãs. Morreu em paz, prestes a completar 82 anos de idade, na sua casinha, onde ele tanto amava.

Dois dias após eu voltar para BH, ele se foi.
Foi como se estivesse somente esperando para me ver pela última vez. Estou muito grata por ter ido passar esse final de semana lá e por ter me despedido dele. Nem sei como estaria me sentindo agora se não tivesse tido essa oportunidade.

Ainda estou com uma sensação estranha dentro de mim. Ao mesmo tempo que meu coração está apertado, também está leve. Leve porque eu sei que agora, finalmente, meu avô está em paz. Há 2 anos que a vida dele se transformou num verdadeiro martírio... num verdadeiro sofrimento. Desde que começou a fazer hemodiálise sua saúde só foi se deteriorando, cada vez mais e mais e mais. Nesse final de semana foi sua última internação para tratar as infecções urinárias que ele tinha sempre. Ficou quase 15 dias internado. Estava mal, muito mal... delirando o tempo inteiro... não dormia... gritava de dor. Estava pele e osso. Um homem que um dia foi tão forte, alto, que fez tanto por todos... um homem de coração bom. Esse era o meu avô. Ele mal me reconheceu no hospital, pois estava muito confuso. Mas quando recebeu alta no Domingo, já na sua casa, ele me reconheceu.

Quando o médico lhe deu alta, ficamos preocupados. Ele disse para a minha mãe: "Seu pai não irá melhorar. De agora em diante ele caminhará para a morte." Disse que não havia nada mais para fazer e que talvez, em casa, ele se sentisse melhor. Agora eu entendo e agradeço por esse médico ter lhe dado alta e ter lhe dado a oportunidade de passar seus últimos 2 dias de vida em casa, no seu cantinho, na sua cama.

Na Segunda de manhã fui até lá ver ele e minha avó antes de seguir para o aeroporto e ele me reconheceu, falou meu nome e tudo o mais. Ele ficou me olhando. Fazia muitos anos que ele não via a Paula e ele quase não a reconheceu... fico triste por isso. Ele amava a Paula e sempre perguntava por ela, sei que ele adoraria vê-la novamente, mas não teve a oportunidade de conversar com ela outra vez, pois ele estava tão mal esses dias que mal conseguia falar.

Era quase insuportável vê-lo na situação em que se encontrava. Ele tomava mais de 20 comprimidos por dia, tinha a pele tão fina que só de segurá-lo para tirá-lo da cama era o suficiente para rasgar sua pele. Estava todo machucado. Eu senti um nó imenso na garganta nessa última Sexta-feira, quando o vi no hospital. A última vez que eu o havia visto foi em Janeiro, e ele não estava tão mal quanto agora. Dava pena, gente.

Lembro como se fosse ontem de um dia, quando eu tinha uns 10 anos de idade, que virei para a minha mãe e disse que não conseguia nem pensar no dia em que meu avô morreria, pois só de pensar eu sentia muita tristeza. Lembro da minha mãe me dizendo que eu não deveria pensar naquilo, que deveria aproveitar o tempo ao lado dele e que um dia, no futuro, ele iria partir, como todas as pessoas. Esse dia chegou e eu nunca imaginei o tanto que meu avô iria sofrer antes de partir. Isso sempre me revoltou, pois sempre achei que ele não merecia isso. E como ele sofreu! Só quem viu para ter noção!

Mas o que me deixa tranquila é que eu segui o conselho da minha mãe e aproveitei tudo o que podia aproveitar ao lado dele. Sempre conversei muito com o meu avô, sempre o tratei da melhor forma que podia, com todo o amor que uma neta pode dar! Ele adorava me contar sobre como era sua vida na fazenda, quando ele era menino. Em janeiro desse ano ele me contou muitas coisas, eu passava horas sentada ao lado dele, ouvindo suas histórias. Eu dei comida na boca dele quando ele estava internado, ajudava a trocar suas fraldas, suas roupas, ajudava a virá-lo na cama, ajudava com tudo que estava ao meu alcance. Sempre me senti culpada por não estar lá todos os dias, por morar longe e não poder ajudar a cuidar dele, mas sempre que eu podia viajar para lá eu ia e fazia tudo que estava ao meu alcance. E ele ficava tão feliz quando eu estava lá!

Meu avô sempre chorava quando eu ia me despedir dele e eu precisava engolir forte para não chorar também. Ele dizia que eu era uma neta de ouro. E como isso confortava meu coração! Eu sempre amei muito ele, e fico feliz por saber que ele sentia isso.

Ele se chamava Waldemar e foi filho do segundo casamento da minha bisavó Rosa, que veio da Áustria, e do meu bisavô Carlos, que veio da Itália. Teve (pasmem!) 23 irmãos, passou a infância na fazenda e conta que foi chorando para a cidade, pois não queria abandonar a roça. Casou em 10 de Maio de 1952 com a minha avó. Tiveram um filho em 1953 que faleceu ainda bebê e em 1954 tiveram a minha mãe, Sônia, que acabou sendo sua filha única. Em 1984 teve sua única neta, eu. Uma família pequena para quem cresceu em meio a tantos irmãos!

Foi um homem de coração bom, alto e forte, mas que não tinha coragem de fazer mal a ninguém. Chorão, sempre se emocionava quando íamos nos despedir ou quando íamos cumprimentá-lo em seu aniversário. Trabalhou muito, sempre... se esforçou para pagar a faculdade da minha mãe e ia buscá-la todos os dias no ponto de ônibus à meia noite, quando ela voltava da faculdade, mesmo tendo que acordar às 5h do dia seguinte para trabalhar. Era a ele que minha mãe corria quando era criança e minha avó a colocava de castigo! Sem minha avó saber, ele deixava minha mãe sair escondido do castigo e ir ao cinema! Minha mãe sempre foi muito apegada a ele... meu avô sempre foi um bom pai e um bom avô. Sentava na terra para brincar comigo quando eu era criança. Fazia brinquedos de madeira (meu avô foi marceneiro) e não tinha coragem de brigar comigo quando eu aprontava!

Trabalhou até mais de 70 anos, quando sua saúde começou a piorar e não pôde mais trabalhar fora. Cuidou da minha avó em todas as vezes que ela adoeceu, ajudava minha mãe a dar banho nela, limpava a casa e cozinhava. Ele não tinha preguiça, não tinha má vontade.

Sorria todas as vezes que me via. Quando fecho os olhos lembro dele magrinho, doente, da penúltima vez que nos vimos, sorrindo ao me ver chegar após tantos meses.
E ele passou esses últimos anos totalmente consciente de sua situação. Ele chorava, gente... chorava ao ver sua situação, ao ver como estava dando trabalho para a minha mãe e minha avó. Ele vivia dizendo que queria morrer. Ele estava tão depressivo nos últimos meses que era de cortar o coração.

Quero guardar para sempre no meu coração as lembranças boas que passamos juntos... as conversas, as histórias do passado, a viagem que ele fez para Ouro Preto quando me mudei para lá... ele com saúde, forte, feliz.
Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance por ele. Minha mãe se desdobrou em mil para lhe dar um pouco mais de conforto nesse fim.

Não sei se existe vida após a morte, mas, se existir, estou certa de que ele está num lugar muito bom.
Mas, independente de qualquer coisa, agora ele está em paz. Sem mais dor... sem mais sofrimento.

Eu te amo, vô! Espero ter conseguido cumprir meu papel de única neta! Espero que você tenha se sentido amado, assim como eu me sentia amada por você.


Minha avó Antônia e meu avô Waldemar, em seu casamento


Meu avô (1º da esquerda) ainda jovem, na sua marcenaria

Meus avós no dia do casamento da minha mãe


Meu avô e eu ainda bebê

Brincando comigo no quintal


Nós adorávamos brincar com esses chapéus!


Meu avô e o irmão dele em 2002, quando foram para Ouro Preto levar minha mudança

Nas bodas de ouro, em Maio de 2002

Já doente, em 2010


Uma das últimas fotos que tiramos dele, na comemoração de aniversário da minha avó, em Setembro de 2011


"Vai sem direção... vai ser livre..."

Vô, essa música é para você... Adeus!
Espero te ver de novo algum dia!


segunda-feira, 28 de maio de 2012

E no fim deu tudo certo!

Já estamos de volta e tudo deu certo, ainda bem! Hoje à noite Paula vai pegar a Evangeline na casa da nossa amiga Carol e trazê-la de volta para casa. Carol disse que tudo correu bem... Evangeline sobreviveu 4 dias sem as mamães, e as mamães estão mais tranquilas agora. Ufa!

O fim de semana foi ótimo, tirando alguns contatempos.

O primeiro foi na Sexta-feira, quando chegamos no aeroporto de Confins para despachar nossa mala e descobrimos que nosso vôo havia sido cancelado. Bom, né?! Aí tivemos que ir num outro vôo para Campinas e a Azul nos levou de ônibus de Campinas para Ribeirão Preto. Uma viagem que deveria ter sido de 1 hora de vôo levou 1 hora de vôo + 3 horas de ônibus. Beleza. Mas, no fim deu tudo certo.

O segundo contratempo (que nem é tanto contratempo assim) é que meu avô está muito mal, só para variar. Ele estava internado e recebeu alta no Domingo. Mal me reconheceu. Ele piorou assim, uns 200%. Não anda mais, mal consegue ficar de olho aberto, está delirando bastante, comendo muito pouco... está pele e osso, todo machucado (ele tem a pele muito fina)... enfim, um horror. Quase morro de dó toda vez que vejo ele. Sinto um nó na garganta que não se desfaz nunca. O médico diz que ele não vai melhorar, que de agora em diante ele vai caminhar para a morte. Mas, até quando?! Gente, ele está sofrendo de um tanto que vocês nem fazem ideia! E minha mãe e minha avó sofrem também, né? Afinal, as únicas pessoas que cuidam dele são meus pais e minha avó. Difícil demais. A hemodiálise e as internações vão mantendo ele vivo, mas ele está definhando, sofrendo, grita o tempo todo de dor, gente, só vendo para acreditar.

Mas, enfim... é a vida. Não temos controle sobre essas coisas, infelizmente.

O casamento da minha prima no Sábado foi ótimo! Revi toda a minha família, e foi interessante porque fazia quase 10 anos (isso mesmo, DEZ ANOS) que a Paula não via meus tios, primos e avós. Eu e meu pai fomos padrinhos e tals, foi muito legal, eu me emocionei horrores com o casamento da minha priminha que eu vi nascer e peguei no colo (ai, céus, estou ficando velha!)... quase chorei, mas fui forte e me segurei! Hahaha! A festa foi ótima, estava tudo uma gracinha, ela está planejando esse casamento há mais de 1 ano, tadinha! Fiquei super feliz que tudo correu como ela sonhou.

Hoje às 11h pegamos o vôo de volta para BH e dessa vez veio direitinho, saiu no horário, tudo como deve ser. Fomos do aeroporto direto para nossos trabalhos, e agora estou em casa esperando a Paula chegar com a Evangeline. E amanhã cedo a Paula viaja de novo! Vai para Brasília à trabalho, e volta na Sexta.

E assim a vida segue.

Abaixo algumas fotos do casamento:





quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

E começa tudo de novo...

Meu avô foi internado essa semana, outra vez.

Lembram que fiz um post mês passado contando que ele estava melhor?
Pois é... Não durou muito!

Conversei com meus pais e fiquei sabendo que a coisa tá brava, ele está dando muito trabalho de novo pois quase não está conseguindo andar novamente, está dependendo de ajuda para quase tudo, e está com um nervo inflamado embaixo da costela e com uma febre misteriosa.

:(

Difícil...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

De volta...

Minha semana de férias acabou e hoje pela manhã voltei para BH. Amanhã já volto ao trabalho e à rotina.

Esses dias com a minha família foram muito bons, meus avós estão bem, apesar dos problemas de sempre, e meus pais também. Meu pai passou todos os dias super bem humorado (o que é raridade, rs), e até me deu um celular novo de presente!

Enfim, foram dias bons.
Foi terrível me despedir dos meus avós ontem, meu avô começou a chorar (ele é muito sentimental e sempre chora com essas coisas) e eu senti meu coração sendo cortado em pedacinhos. Difícil. Ainda estou tentando catar os pedacinhos por aí. Pelo menos aproveitei bem o tempo ao lado dos meus avós nesses dias, fiquei bastante na casa deles, bati altos papos com os dois (eles adoram conversar), meu avô ficou me contando da vida dele na fazenda quando era menino, etc.... Foi muito bom.

Esse mês faz 1 ano e meio que meu avô faz hemodiálise, ele está muito magro e abatido, mas está melhor do que antes, pois consegue andar de bengala dentro de casa e não teve mais aqueles problemas graves que o derrubavam e o faziam ser internado. Antes ele nem conseguia andar, não sei se vocês se lembram dos meus relatos, então agora considero que ele está até bem demais!

Minha avó, que tem Alzheimer, anda com várias características dificeis da doença à todo vapor, porém, graças ao tratamento precoce, sua memória permanece relativamente conservada. Quer dizer, ela esquece praticamente tudo que acontece recentemente, mas pelo menos lembra do passado e lembra de todo mundo. Menos mal.

E assim segue a vida.

Beijos pra vocês!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Mamãe e viagem

Amanhã minha mãe chega aqui em casa, vai passar 1 semana comigo e com a Paula, e no próximo Sábado eu e ela embarcamos rumo à Ribeirão Preto e aí eu ficarei por lá até dia 23!
Saudades infinitas dos meus avós, fiquei muito feliz por ter a oportunidade de vê-los ainda esse mês. Isso graças ao tio da Paula (meu chefe), que vai viajar com o filho e, com isso, também ficarei de folga! Hehehe...

Essa será a primeira vez que voarei com a TRIP, espero que corra tudo bem, porque aqui não pára de chover, e eu já não sou lá muito fã de avião, sabem, se chover na hora do vôo então, acho que eu vou me borrar!

Medo de avião mode on!


sábado, 9 de julho de 2011

Crises conjugais

Não, não é entre eu e a Paula...! 
É entre meus avós!

Gente, só vendo para acreditar o quanto meus avós brigam! 
Putz... os 2 são que nem cão e gato! Minha avó reclama o dia INTEIRO do meu avô, e ele JURA que não fez nem falou nada! Tipo, meu avô quase nem anda direito, quem acompanha meu blog sabe, ele faz hemodiálise e é todo cheio de problemas! E minha vó tem que cuidar dele, trocar a fralda dele, essas coisas... e ela reclama o tempo INTEIRO que desde que meu avô adoeceu que a vida dela acabou! O que é mentira, pois antes dele adoecer ela há não saía de casa por conta dos problemas dela, só que ela tem Alzheimer e se esquece disso, o que ainda colabora para piorar a situação, pois além dela esqueces de tudo, ainda  sofre de depressão e o humor dela vive instável!

Gente, mas olha, vocês não tem noção de quanto é um saco esses 2 brigando o tempo todo! Imagina, um casal de 81 anos em crise conjugal constante?! 24h por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano?!!!

Aja paciência!!!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Parabéns, vô!

Hoje é aniversário do meu avô, pai da minha mãe! 
81 anos!

Demos parabéns e minha mãe mandou fazer um bolo, vamos levar o bolo na hemodiálise e fazer surpresa pra ele na hora do lanche dos pacientes! E hoie à noite alguns parentes vêm até a casa dos meus avós dar os parabéns!

Tadinho, meu avô está bem doente desde que começou a hemodiálise, quase não anda, usa fraldas, dentre outros problemas, porém sempre tentamos dar um jeito de alegrar ele!

Que Deus dê saúde ao meu avô, para que ele consiga viver sua terceira idade com dignidade e com menos sofrimento!

Te amo, vô!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Colinho de mamãe!

Poucas coisas são tão boas nessa vida como colo de mãe, né?

Pra mim, melhor do que estar ao lado da minha mãe só existe 1 coisa: estar ao lado da Paula! Sim, porque se eu preferisse ficar com a minha mãe do que com a Paula, que é a minha esposa, eu poderia repensar seriamente meu relacionamento, certo? rsssss!

Mas, piadinhas à parte, é muito bom poder curtir o colinho da minha mãe por alguns dias! Ser mimada, comer a comida gostosa do meu pai (sim, aqui em casa quem cozinha é meu pai!), beber o café da minha avó à tarde, paparicar meu avô doente e minha avó (porque se paparicar mais um do que o outro rola ciúmes, rs)... enfim, eu sinto muita saudades da minha casa, da Paula e dos meus bichinhos, mas é MUITO bom poder ficar uns dias aqui com a minha família!

Quero aproveitar muito essas 2 semanas, porque não sei quando poderei voltar, já que começo oficialmente minha vida de enfermeira trabalhadeira agora em Julho! rs!

Agora deixa eu dormir porque acordei às 5h20min hoje e estou mortinha de sono!

Beijos pra vocês!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Implorando por misericórdia

Gente, a situação aqui com a minha família está super difícil. Isso para não dizer que está um verdadeiro inferno.

Parece que estamos vivendo um deja vu de Julho do ano passado. Meu avô está dando MUITO TRABALHO... muito mesmo, sem noção. Tipo, ele normalmente já dá muito trabalho, mas quando ele fica doente, com infecção, a situação piora, tipo, 10 vezes. Ele quase não está conseguindo andar, ou seja, precisamos ficar quase o dia todo indo na casa da minha avó (que fica praticamente no quintal da casa dos meus pais) ajudar ele a se locomover de um cômodo para outro. Hoje ele começou a tomar um antibiótico oral, um novo exame de urina indicou que a bactéria está sensível a esse antibiótico, senão ele teria que ser internado para tomar antibiótico hospitalar na veia.

Mas tipo, não sei o que é pior, porque pelo menos quando ele é internado a gente não faz tanto esforço físico. Esses últimos dias estão sendo terríveis. Ele não deixa a minha avó dormir, ou seja, minha avó, que já tem 80 anos e sofre de Alzheimer (leve, graças a Deus), está acabada. De manhã pelo menos ela descansa pois tem a moça que minha mãe paga pra dar banho no meu avô e ficar cuidando dele. Durante a tarde e até a hora dele dormir a gente faz quase tudo. Minha mãe está exausta, chorando pelos cantos, depressiva. Meu pai só sabe ficar estressado, nervoso com a situação, e acaba sendo grosseiro com meu avô, com a minha mãe, e piora a situação. Meu pai é uma pessoa complicadíssima, é um caso à parte, nem vou me estender. Ele ajuda DEMAIS, sem ele a minha mãe estaria perdida, porém ele não tem paciência e vive nervoso. E eu fico no meio, tentando ajudar, tentando "contornar" os problemas, consolando minha mãe, e rezando, IMPLORANDO a Deus que dê um fim a tanto sofrimento! Ninguém aguenta mais tantas provações!
Eu sou espírita e sei que nada acontece por acaso, que os nosso sofrimentos em vida são provações que nossas próprias almas escolheram passar para se redimir dos erros cometidos em vidas passadas... sim, eu sei de tudo isso... mas gente, como é difícil aceitar tanto sofrimento, como é complicado entender, sabem?
Estamos todos esgotados. Os únicos momentos de descanso são quando meu avô está na hemodiálise, três vezes por semana. E é uma luta para colocar ele no carro para levar e na hora de buscar.

Eu estou super cansada, e olha que nem moro aqui, só venho para passar as férias. Nem imagino como deve estar a cabeça da minha mãe.

A vida da minha família se tornou um verdadeiro inferno, essa é a verdade. Eu morro de dó de todos: do meu avô, por estar sofrendo tanto; da minha avó, por já ter idade avançada, vários problemas de saúde e ainda ter que cuidar do meu avô; da minha mãe, por ter toda essa carga nas costas por ser filha única, por estar tão esgotada física e mentalmente e ainda ter que trabalhar (enquanto meus avós viverem, ela não pode parar pois tem que ajudar eles financeiramente).

É muito difícil de entender e aceitar certas coisas.
Gente, meu avô trabalhou a vida inteira como um condenado... foi passado para trás pelos próprios irmãos e não herdou NADA que era do meu bisavô... foi passado para trás por 2 sócios (meu avô é uma pessoa muito ingênua, que confia demais nas pessoas), acabou aposentando com 1 salário mínimo, que mal dá para pagar a comida deles. Trabalhou a vida inteira, nunca viajou a passeio para lugar nenhum, sempre teve vários problemas de saúde e teve que parar de trabalhar com mais de 70 anos porque já estava doente. E agora está assim, sofrendo, sem conseguir andar direito, fazendo hemodiálise, dependendo de ajuda para tudo. Meu avô toma 30 comprimidos POR DIA... fora os medicamentos que ele toma na veia na hemodiálise... muitos meus pais pegam no posto, os outros eles têm que comprar. Só para a moça que dá banho nele e cuida dele pela manhã, minha mãe paga uns 1000 reais por mês (são 30 reais por dia durante a semana e 40 no fim de semana). E se fosse ver precisaria de alguém cuidando à tarde também, mas não dá para pagar. Isso sem falar dos outros gastos, como fraldas, luvas para a moça que cuida do meu avô, curativos, pomadas, etc. Meus avós tinham um terreno num bairro distante, e ano passado meus pais venderam para ajudar a pagar as contas... mas quando esse dinheiro acabar, minha mãe que vai ter que bancar tudo com o salário da escola particular que ela dá aula, do contrário nem imagino como vai ser...

Deu pra ter uma noção da situação?

E o pior que dia 1 eu volto pra BH, ou seja, um a menos pra ajudar.

Eu só rezo todos os dias e peço a Deus misericórdia! Que Ele tenha piedade do meu avô, da minha avó, da minha mãe... que ele tire logo meu avô de todo esse sofrimento! Porque viver assim não é viver, é praticamente uma tortura.
Por favor, a quem visita meu blog e acredita em Deus, independente de sua religião, só peço que rezem por nós! Coloquem meu avô em suas orações, por favor!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tudo de novo

Acho que meu avô será internado novamente.
99% de certeza que isso irá acontecer amanhã.

Ele tem infecções urinárias de repetição, no começo do mês estava com infecção porém os médicos resolveram tratar ele com um remédio alternativo para evitar a hospitalização (meu avô está resistente a todos os antibióticos, só 3 hospitalares que ele ainda pode receber).

Só que esse fim de semana ele  começou a ter os velhos sintomas: prostração, febre, delírios. Mal sinal.
Sexta teve febre à noite, demos dipirona e ele dormiu. Sábado ele acordou aparentemente normal, voltou a ter febre à noite, demos dipirona de novo, a febre passou mas ele continuou com delírios, nervoso, queria sair da cama, não dormiu a noite toda e nem deixou minha avó dormir.

Hoje está um clima pesado por aqui, minha avó cansada, meu avô todo esquisito e meus pais desanimados sabendo o que os espera. E tudo indica que amanhã será outro dia difícil.

É, minha última semana de férias será de hospital, igual ano passado. Dia 1 eu volto pra BH, e aí sobra tudo para minha mãe e meu pai. Que Deus nos dê forças.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Momento de reflexão...

"Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre."
(Clarice Lispector)


Ando tão reflexiva ultimamente...

PS: meu avô recebeu alta hoje, já está em casa, está com a cabeça "boa" (não delira mais praticamente em momento algum), e está conseguindo andar novamente com a ajuda do andador. Deus não se esqueceu de nós, afinal. Agora só resta saber como será a noite, pois ele não estava conseguindo dormir. Obrigada a todos que torceram por nós.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A vida e suas provações

Hoje conversando com a minha mãe pelo skype fiquei muito triste e preocupada. As coisas por lá estão muito difíceis. Os únicos momentos que minha mãe tem pra descansar são quando meu avô vai para a hemodiálise e quando ela vai dormir, então hoje aproveitamos que ele estava na hemodiálise para conversar rapidinho.
Bom, ele continua internado e regrediu tudo o que havia melhorado nas últimas semanas. Não está conseguindo ficar em pé de novo, está delirando praticamente 24h por dia, não dorme (meu pai está ficando com ele à noite e diz que ele delira a noite toda, quer sair da cama, fica nervoso, não dorme 10 minutos), e para piorar a técnica de enfermagem que foi dar banho nele ontem deixou ele sozinho no banheiro e ele tentou levantar, caiu e se machucou todo. E hoje o médico queria dar alta pra ele, coisa mais sem cabimento, sendo que ele está péssimo! Minha mãe quase desesperou pois não há condições de levar ele pra casa assim! Ela e meu pai estão um caco!
Meu avô está delirando tanto que até anda me vendo lá no hospital, ele acha que eu estou lá também.
A preocupação agora é como vai ser quando ele for para casa caso ele continue delirando e continue sem dormir, pois não tem como pagar alguém para cuidar dele à noite também (minha mãe já está pagando uma cuidadora que fica pela manhã e é o olho da cara). Venderam um terreno que era dos meus avós para bancar os gastos com a cuidadora, porém esse dinheiro não vai durar muito. E depois?

Fico aqui matutando, tentando pensar em alguma coisa para dizer à minha mãe e tentar ajudar, dar uma idéia, mas não há nada para se fazer. E eu não posso estar lá para ajudar.

Às vezes me sinto triste e sinto uma culpa horrível por me pegar pensando que seria muito melhor se Deus tivesse piedade e levasse o meu avô e o livrasse de todo esse sofrimento. Posso estar sendo egoísta pensando assim, pois também penso na minha mãe que não aguenta mais carregar essa carga tão pesada, porém de que adianta meu avô viver dessa forma? Quando ele está lúcido ele diz o tempo todo que quer morrer, que não aguenta mais. E eu entendo ele. Para mim a morte não é o fim, mas sim um novo começo. Eu não tenho medo da morte. Tenho medo sim que as pessoas que eu amo morram, porém nesse caso é diferente, eu nunca iria querer que alguém que eu amo ficasse sobrevivendo e sofrendo somente por "estar vivo", somente para não termos que lidar com sua perda. Não, isso não. Eu sou espírita, tenho uma compreensão da morte totalmente diferente, vejo a morte como um alívio, o fim de uma jornada de provações e o recomeço da nossa verdadeira vida. Não aguento mais ver meu avô sofrer e minha mãe, pai e avó sofrerem de tabela. Sei que ninguém morre antes de sua hora, e não temos como saber quando é essa hora, mas, me perdoe Deus se estou pecando com esses pensamentos, mas nesse momento eu só quero que Você acabe com o sofrimento do meu avô. Tenha piedade.

Enfim... esse post foi um desabafo.

Beijos pra vocês.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Meu avô...

... está internado de novo! Internou ontem à noite, depois de ter um febrão e ficar horas no PA. Eles já sabiam que ele estava com uma nova infecção (que minha mãe tentou tratar em casa para ele não ser internado de novo, com um antibiótico que custou mais de 200 reais a dose e não deu certo), o médico estava esperando sair a cultura para saber qual bactéria é (se é a mesma ou se é outra mais resistente), mas ele passou mal e resolveram internar ele ontem mesmo. Agora a provação vai ser ainda maior, afinal são só meu pai e minha mãe para revezarem e ficar com ele no hospital, e os 2 trabalham, então dá pra ter uma idéia do sacrifício, né? Minha mãe por sorte tem um primo que ajuda muito e dorme no hospital com meu avô quando precisa para meu pai descansar. Em Julho pelo menos eu estava lá pra revezar, mas agora, são só eles mesmo, afinal não tem como eu ir pra lá agora! Ai ai... tomara que minha mãe encontre de onde tirar forças para mais essa provação!

Ontem retornei com a Emília no veterinário, ele acha que ela deu uma melhorada, vamos continuar com o antibiótico até Sexta e daí levo ela de novo para ele ver... tomara que o antibiótico resolva, senão, nem quero pensar! Ah, e teve uma leitora que confundiu, a Emília não é cachorro, é hamster... não temos cachorro, temos apenas a Emília, o Gaspar (rato) e a Evangeline (coelha)!

"A provação vem, não só para testar o nosso valor, mas para aumentá-lo; o carvalho não é apenas testado, mas enrijecido pelas tempestades."
(Lettie Cowman)

Beijos pra vocês
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